domingo, fevereiro 01, 2009


Este blog não estaria completo se não fosse dado o lugar merecido pra um ícone da cultura motociclistica mundial, afinal as Choppers foram honrosamente difundidas através dele........ou melhor, dessa revolução cinematográfica que explodiu nos anos 70. “Sem Destino”, que foi pras telas em 69 é muito mais que um filme, é considerado uma das expreções máximas da contracultura americana, que mudou o comportamento social vigente. Nesse filme foram discutidos com muita eloqüência idéias e ideais totalmente novos. Existem diálogos que avaliavam a existência de estraterestres, do medo que a sociedade tinha da liberdade dos indivíduos, do racismo (branco ou negro), da existência de Deus (uma fraze estampada no prostíbulo dizia “ Se Deus não existisse o homem o criaria), das drogas como ponto de partida para novas experiências. Enfim o filme foi uma revolução total, mesmo nas técnicas de filmagem. Hoper (diretor e ator do filme), começou a filmar sem roteiro, com uma equipe em grande parte de amadores, e teve total liberdade para quebrar todas as regras que desejava. Isto significou, filmar cenas em formato 16 mm (toda a parte final, que se passa em Nova Orleans) e abandonar convenções técnicas vigentes, tipo - jamais filmar contra a luz do sol, o que causava reflexos na lente da câmera. E lá estavam elas, as máquinas que seriam o grande símbolo desse filme, regado aos sons de bandas como Steppenwolf - Born to be Wild, Jimi Hendrix com a música "If Six Was Nine", Fraternity Of Man, The Byrds com "Wasn’t Born To Follow", e contribuições de Roger McGuinn, uma delas é a importante "Ballad Of Easy Rider". Dali em diante o mundo saberia da existência de uma nova maneira de ver a vida e de andar de moto. As choppers ganhavam estatus de liberdade, sem falar no designer totalmente “muito louco” de estradeiras. Fica aqui esta pequena – mas sincera homenagem.
.......tudo esta estático........ parado.......... na mesma velocidade, você olha de relance.......uma sensação de frio percorre o corpo, você sabe que uma queda agora seria fatal, imediatamente o pensamento é apagado e você torce mais o acelerador.......... pronto, o mundo começa a se mover novamente....... tudo anda pra traz........ é você voando, mais rápido.

Ser motociclista é voar com a senhora de preto. Não existe medo, não há tempo pra isso. Aqueles que pensam no perigo da ação, jamais se tornarão motoandantes. Pra se locomover desse modo é necessário mais que coragem, é estar ligado em uma voltagem maior que a normal, o tempo dos acontecimentos é outro, sua sensibilidade com o mundo, a sensação espacial é ampliada, os acontecimentos do motociclista não são iguais ao resto do mundo. Ele é único, é o senhor de tudo o que esta acontecendo, tem domínio das ações
e ao mesmo tempo esta sujeito a elas. Sua fragilidade e grande, seu corpo esta no ar, não há nada que o proteja, só a ação próativa e a divina intervenção “sorte”, são capazes de protege-lo. Andar sobre duas rodas é estar voando nos braços do acaso, sendo perseguido e perseguindo a ação, aquele momento único entre o real e o imaginário. Só os motociclistas sabem o que isso significa. Vida abundante e morte andando juntas, somos diferentes em cima de uma moto,
esquecemos da maquina e nos tornamos algo que anda no ar, quanto maior a habilidade mecânica mais nos tornamos seres alados.
Abro aqui o espaço pra esse broder – Fernandão lá de Cuiabá - que é doido por harley.
Abraço a todos os irmãos estradeiros e que Deus sempre nos abençõe com paz e a certeza da chegada segura.

Quem não ouviu falar das Amazonas. Pros motociclistas da velha guarda paulistana essa moto
é referencia na criatividade Brasileira. Me lembro quando vi essa maquina pela primeira vez, lá pelos idos de 77, não preciso nem dizer que tomei um susto. Era quase um monstrengo com motor de fusca. Aprendi com elas que a vontade misturada a paixão e a imaginação, transformam sonhos em “mais sonhos”, aqueles carinhas de Itaquera provaram isso. Fizeram historia, transformaram um motor de fusca numa 1300 de boa qualidade, ao ponto de virarem uma marca respeitada e que continua no mercado Brasileiro.


Falar em Chopper e não falar das CBs seria uma blasfêmia. Claro que as precursoras dessa arte são as Americanas, mas chopper não tem marca, tem é vontade de ser. As CBs pelo porte e pela disposição de estradeira, graças a uma mecânica dócil e estável se transformaram na opção mais interessante pras choppers. O custo também é muito interessante pra um pais igual ao nosso, são bem acessíveis. O único problema “como sempre”, é a documentação – um tanto complexa pra tirar. Pra quem tá a fim de se informar melhor e ter todos os tipos de papo sobre CB Chopper, aqui vai um toque – tem uma rapaziada “macaco velho”, doida por transformações em CB. Um abraço pros caras da – http://br.groups.yahoo.com/group/cbchopper/ Contato - cbchopper@yahoogrupos.com.br

Não poderia esquecer dela – de joelhos – A rainha Harley........me desculpem rapaziada mas era inevitável. Por pura sorte ou pelo......... sei lá o que, elas se tornaram através do tempo, sinônimo de Chopper. Tudo bem, aqui vai minha homenagem.....OK, elas tem estilo e um ronco que......só sendo Harley.


Preciso mencionar uma máquina que tem se mostrado uma boa estradeira e que também tem tido a preferência da rapaziada pra virar Chopper. As Shadow - máquinas confortáveis pra estradeiros de longas distancias.

Outra máquina que caiu nas graças dos motociclistas foi a Virago. Boa moto apesar de “socadinha”, compactada até demais. Mas boa de mecânica e de estrada.


Esta Moto foi feita em homenagem ao filme “Motoqueiro Fantasma”, é a cara do filme.




Grafite nas maquinas, uma verdadeira obra de arte – tem quem curte e investe.
Samurai é o nome dessa obra.
Esse cara morador de Jaguarana montou essa lindeza, mostrando que o gosto pelas choppers não tem fronteira, o gosto e a sofisticação apurados nessa maquina mostram isso.


Quem disse que só tem Chopper “Moto” se enganou. Dêem uma olhada no que faz essa molecada. Pode crer são “Bikes Chopper”, e os caras dizem que elas são verdadeiras chopper, uma vez que o nome tem a ver com a transformação dessas pequenas maquinas. Eu que andava de lambretinha imagino quando garoto ter podido curtir uma bike desse naip. Os caras tem até site – www.sampabikers.com.br